Desde a legalização dos jogos de azar e apostas online no Brasil em 2023, o mercado nacional de jogos não tem parado de crescer. A mudança de legislação, motivada por um desejo de arrecadar mais tributos e regulamentar uma atividade que já existia de forma clandestina, trouxe efeitos significativos na economia e na sociedade.
Oito anos após dar luz verde ao setor, o Brasil viu um aumento considerável na entrada de investimentos estrangeiros. Empresas gigantes da indústria de jogos têm se instalado no país, gerando empregos e qualificando a mão de obra local. Estima-se que o mercado de jogos no Brasil já ultrapassa a casa dos 27 bilhões de reais anuais, o que coloca o país entre os maiores em termos de receita gerada por essa indústria na América Latina.
Entretanto, a legalização não veio sem desafios. Além das questões fiscais e do combate à lavagem de dinheiro, existe uma preocupação crescente com o impacto social e psicológico dos jogos de azar. O aumento dos casos de vício em jogos levou à criação de novas políticas de responsabilidade social, além de campanhas para conscientizar a população sobre os riscos associados.
No contexto atual, muitos especialistas discutem sobre como equilibrar a arrecadação deste setor com políticas eficazes de proteção aos cidadãos mais vulneráveis. A tecnologia desempenha um papel crucial nessa equação, com o desenvolvimento de plataformas que permitem monitorar hábitos de jogo e implementar autolimitações para prevenir comportamentos compulsivos.
Com a iminente chegada de eventos globais, como a Copa do Mundo de 2026 e as Olimpíadas de 2028, o Brasil se prepara para uma nova onda de apostas. As políticas que o país adotará para enfrentar este cenário serão determinantes para o futuro do mercado de jogos e para seu impacto na sociedade.


