Nos últimos anos, o mercado de jogos no Brasil tem passado por uma transformação significativa. A legalização de jogos de azar, uma pauta que vinha sendo discutida há décadas, finalmente se consolidou. Em 2024, a aprovação do projeto de lei 27b marcou o início de uma nova era para a indústria brasileira de entretenimento.
Com a regulamentação em vigor, observa-se um crescimento notável no setor. Segundo o relatório publicado pela Associação Brasileira de Jogos (ABJ) em janeiro de 2026, o mercado legalizado já movimentou mais de R$ 15 bilhões em sua curta existência. Isso representa um incremento expressivo nas receitas tributárias, uma vez que o governo agora pode regular e tributar essas operações de forma eficaz.
O impacto econômico não é o único aspecto relevante. A legalização dos jogos também trouxe um boom de empregos. Estima-se que mais de 100 mil novos postos foram criados desde a regularização, abrangendo desde posições administrativas até desenvolvedores de software e especialistas em segurança cibernética. Além disso, grandes empresas internacionais começaram a investir pesadamente no Brasil, atraídas pelo potencial de um mercado em franco desenvolvimento.
No entanto, a medida também enfrentou críticas e desafios. Especialistas em economia destacam os riscos associados ao vício em jogos e as possíveis implicações sociais. Em resposta a essas preocupações, o governo brasileiro tem implementado programas de conscientização e suporte para prevenir e tratar a dependência. Organizações não-governamentais e grupos de apoio desempenham papel crucial nesse cenário, colaborando para encontrar o equilíbrio ideal entre crescimento econômico e responsabilidade social.
Por fim, a legalização dos jogos no Brasil é um fenômeno que exemplifica o potencial de crescimento econômico aliado à necessidade de políticas públicas eficazes. Com a contínua evolução desse mercado, espera-se que o governo e a sociedade mantenham um diálogo fluente para assegurar que as oportunidades geradas sejam aproveitadas de maneira sustentável e responsável.


